MUDANÇAS À VISTA
Alguns amigos reclamam que estou fazendo poucos comentários com mais conteúdo ultimamente, escolhendo tratar de amenidades. Na verdade tenho evitado temas políticos em minhas redes sociais e essa escolha vem de uma reflexão que vou compartilhar com vocês agora.
Após minha experiência magnífica com Eduardo Campos entre 2002/2012, decidi me dedicar ao marketing político, por conta própria. Tinha o Know-how, conhecia o mercado e havia ajudado a construir um projeto vitorioso no poder. Fiz os estudos necessários e todos os movimentos corretos. Em 2012 sai da agência que atendia Eduardo e renunciei a contribuir numa importante campanha para montar minha primeira iniciativa solo. Consegui êxitos importantes e cresceu rapidamente a minha intervenção. Naquele momento existia um grande entusiasmo com a possibilidade do projeto regional de Eduardo tornar-se nacional. Eu estava nesse turbilhão. Ânimo puro.
Mas veio a morte prematura de Eduardo. A situação agravou-se. Meu espaço foi sendo reduzido, vigiado. A grande e natural afinidade entre os pensamentos de Eduardo e os meus agora atrapalhava, criava desconfiança, hostilidade. Meu comportamento muitas vezes cândido e algumas insubmisso e vigoroso também não ajudava. Confesso, demorei a perceber esse agravamento. O movimento que estou fazendo agora é tardio, deveria ter sido feito bem antes, anos antes.
Hoje sou apenas um consultor freelance, trabalho em casa, com minha família e meu gato para meus poucos clientes. Em trinta anos de profissão (exatamente, comecei em 1989), foi assim por mais de quinze, estou adaptado. Mas, pequeno como estou, não aguento o repuxo da maré, não posso me expor e nem investir em outros projetos. Não tenho a mínima condição de suportar cerco e pressão. Devo mudar para sobreviver.
Passei os últimos tempos pesquisando, estudando, me atualizando e procurando onde posso dar uma boa contribuição fora do marketing político. Por essa razão criei uma intervenção nas redes sociais que vamos passear juntos nos próximos dias.
Mas veio a morte prematura de Eduardo. A situação agravou-se. Meu espaço foi sendo reduzido, vigiado. A grande e natural afinidade entre os pensamentos de Eduardo e os meus agora atrapalhava, criava desconfiança, hostilidade. Meu comportamento muitas vezes cândido e algumas insubmisso e vigoroso também não ajudava. Confesso, demorei a perceber esse agravamento. O movimento que estou fazendo agora é tardio, deveria ter sido feito bem antes, anos antes.
Hoje sou apenas um consultor freelance, trabalho em casa, com minha família e meu gato para meus poucos clientes. Em trinta anos de profissão (exatamente, comecei em 1989), foi assim por mais de quinze, estou adaptado. Mas, pequeno como estou, não aguento o repuxo da maré, não posso me expor e nem investir em outros projetos. Não tenho a mínima condição de suportar cerco e pressão. Devo mudar para sobreviver.
Passei os últimos tempos pesquisando, estudando, me atualizando e procurando onde posso dar uma boa contribuição fora do marketing político. Por essa razão criei uma intervenção nas redes sociais que vamos passear juntos nos próximos dias.

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